10 de julho de 2008

Dizem que é coisa de geminiano, mas não acredito em horóscopo

A verdade é que estou dando um tempinho no scrap. É que tenho mais de um hobby, e um deles é o plastimodelismo -- em comum com o scrap, a habilidade manual com peças às vezes bem pequenas. Gosto de aviões alemães da Primeira Guerra Mundial, sempre muito coloridos (deve ser por isso que eles perderam, passavam tempo demais pintando avião em vez de combater).

Desde que vim pra Curitiba (ontem fez 4 anos), meu material de plastimodelismo ficou na casa dos meus pais. Finalmente, durante as férias de maio, consegui trazer todas as ferramentas e tintas, e boa parte dos kits não-montados. Comecei três, que pretendo deixar prontos até o meio de agosto, quando haverá uma grande exposição em Campinas.

Aí segue um exemplo do que eu faço, um Fokker D.VII:



Tem mais no meu blog A Grande Guerra nos Céus

A verdade é que nem sempre consigo conciliar os meus hobbies. Futebol de botão tem no clube toda quinta à noite, aí não tem escapatória. Mas nos meus "hobbies de curtir sozinho", como plastimodelismo e scrap, bom, acontece muito de eu investir em um e largar o outro, para depois inverter. Então, meninada, não é que parei de fazer scrap. É só uma pausa temporária.

6 de maio de 2008

Finalmente, estou de férias!

É a oportunidade perfeita para voltar ao scrap! Os meses anteriores foram bem corridos, houve mudança gráfica e editorial na Gazeta do Povo, passei duas semanas dando jornada dupla para substituir um editor do primeiro caderno, coordenei uma série de reportagens sobre veteranos da Segunda Guerra Mundial, tentei me classificar para o campeonato brasileiro de futebol de botão... mas agora é hora do descanso!

Hoje mesmo comecei a fazer o álbum do Pan, mas estou sem tinta preta na impressora e por isso as páginas do handebol não vão ficar prontas tão cedo.

Mas, para comemorar a liberdade, coloco aqui mais um LO duplo do álbum da Cristina - é o mesmo que adicionei hoje na minha galeria do ScrapbookBrasil, com a nossa formatura no curso básico de dança gaúcha:



O título do LO remete aos versos da Rancheira Puladinha, do grupo Os Monarcas. Eu já sabia que eles eram muito bons de ouvir CDs, mas faz uns meses eles vieram pra um baile aqui em Curitiba e pude conferir ao vivo!

O papel é Love to Dance, da Karen Foster. Mas eu não gostava daquele título enorme no canto da página, não tinha nada a ver com o que eu pretendia fazer, então resolvi que ia cobrir as palavras com outros elementos. Foi assim que tive a idéia de colocar, de um lado, um detalhe da minha bombacha e, de outro lado, um detalhe do vestido da Cristina.

Agora, vamos às páginas individuais. A minha:



Aqui a única coisa que chama a atenção é a lateral. O favo da bombacha é feito alternando quadradinhos "cheios" com quadradinhos em que se puxa as bordas, formando um efeito de um X. É possível fazer vários desenhos com os quadradinhos, até mesmo fazer letras. Mas na hora de mandar fazer a minha escolhemos um tipo mais convencional.

Só que, para passar isso no scrap, eu tinha duas opções: cortar quadradinho por quadradinho e colar com fita banana (o que deixaria uma superfície muito pequena para colar os X), ou fazer o que fiz: cortar um pedaço grande de cardstock, fazer os quadradinhos com caneta preta e ir "tirando o excesso" com estilete nos quadradinhos que deveriam ter o X. Depois de muita trabalheira, o resultado é esse aí embaixo.



A página da Cristina tem mais detalhes:



Toda formatura de dança gaúcha tem uma espécie de quadrilha com os casais que se formam, e essa quadrilha rola ao som de uma marchinha. Na nossa formatura, a música que escolheram era O Trem. Isso explica o trenzinho na página - na locomotiva (que é um pré-cortado) está nosso instrutor, o Beto. O vagão eu cortei no braço mesmo.

O detalhe do vestido nasceu assim: primeiro eu fotografei (escondido) o vestido da Cristina. Depois achei um papel num tom de vermelho que batia com o que tinha saído na foto, e montei esse elemento, na mesma largura da bombacha. O detalhe final, a renda, foi presente da Déia.

E, por fim, o que é aquela gaita de cardstock? Surpresa!



Para ser possível ler o journaling sem tirar a página de dentro do álbum, o jeito foi abrir um buraco no plástico. Deu certíssimo!

20 de janeiro de 2008

Meio "de férias"

Peço desculpas aos poucos leitores do blog - a repintura do quarto menor, onde deixo o meu computador e onde costumo fazer scrap, forçou uma pausa involuntária nas duas atividades, scrap e blog. A pintura já está pronta faz algum tempo, mas aí veio a correria com o resultado da UFPR (para quem não sabe, sou editor de um caderno da Gazeta do Povo voltado a vestibulandos). Agora que a poeira finalmente sentou, espero voltar a postar e fazer scrap.

5 de dezembro de 2007

Interrupção temporária

O quarto do computador está sendo pintado, portanto o computador de casa está longe de sua conexão à net. Então, nada de novas páginas e fotos até semana que vem.

29 de novembro de 2007

Que orgulho dos colegas!

Hoje resolvi acrescentar mais links à listinha aí da direita, mas não são de scrap. São todas de colegas aqui da Gazeta do Povo.

Primeiro, o Benett, um dos nossos chargistas. E acho que o melhor deles, pois tem o talento de colocar em um quadrado (ou retângulo) de ilustração uma crítica política que a gente, do texto escrito, poderia levar horas pra elaborar. E sempre com muito humor.

Depois, os blogs de alguns dos colegas. No Populares, o Marcão, um dos caras mais divertidos e insanos da redação, estreou com um texto magnífico sobre os Trapalhões, que recomendo a todo mundo que realmente se lembra deles - inclusive do Mussum e do Zacarias. O Caixa Zero é do Rogério Galindo, que foi meu primeiro editor na Gazeta e fala de política, sempre mostrando o que é que a gente tem a ver com tudo aquilo. As Candinhas da Cidade são a Sandra e a Marisa, editoras de Opinião e Mundo respectivamente, que colocam na net as suas conversas sobre diversos temas; e o Caiu na Rede é do João Paulo, editor de Informática, que entrou junto comigo na Gazeta. Para quem gosta do assunto é leitura obrigatória.

Ah, sim, antes que vocês perguntem: eu ainda não tenho blog na Gazeta Online, mas já estamos com um projeto para 2008. Só que não será sobre vestibular. E nem sobre scrap.

28 de novembro de 2007

Quebrando padrões

Se existe alguma coisa que constitui o "meu estilo" de fazer scrap, certamente é criar para meus álbuns certos padrões gráficos, para depois ficar brincando com eles.

Por exemplo, a parte 1 do meu álbum olímpico, vocês já viram que tem páginas azuis com flocos de neve carimbados em branco. Pois bem, para o LO duplo sobre a chegada dos atletas brasileiros, eu tinha que dar uma variada. Por isso, resolvi fazer o seguinte:







(na verdade, a página da direita devia ser em papel verde, com flocos amarelos. Mas não gostei do resultado, os flocos praticamente sumiam, então resolvi usar o papel verde como moldura das fotos)

A segunda página acho que ficou mais bagunçada graficamente - novamente, muita informação para pouco espaço, já que eu fazia questão de colocar essa foto dos atletas do bob em tamanho grande. Mas a primeira, dessa eu gostei bastante. Na foto menor usei umas cantoneiras que comprei nem lembro mais onde.

Com isso eu encerro a leva de páginas olímpicas que estavam prontas, só esperando para serem colocadas no blog. Agora, só depois que o quarto estiver repintado (ah, sim, o pintor se atrasou com o outro trabalho dele e não pôde vir hoje, só na semana que vem).

27 de novembro de 2007

Várias páginas olímpicas

Bom, quero tirar o atraso. Andei completando algumas páginas olímpicas e sempre ia adiando a hora de fotografar e colocar aqui.

Começando do começo - bem do começo: essa é a página de abertura do projeto, que descreve a minha terrível viagem de São Paulo a Turim, que levou várias horas a mais que o planejado. Ainda não era a época do caos aéreo, mas era a época da decadência da Varig.

A página não é um primor de diagramação - muita informação pra colocar em 900 centímetros quadrados. Na parte de cima está o que levei comigo; depois, uma descrição do que estava planejado, e do que realmente aconteceu.

O papel é Travel East, da Paper Pizzazz (o mesmo do álbum da Cecília, que vocês podem ver mais abaixo); fora isso, usei letras adesivas, um punhado de Jolee's (inclusive o avião), outros adesivos (o de trem) e um enfeite metálico que está colado sobre a cópia do meu carimbo de entrada na Itália (fiz no PageMaker e imprimi no adesivo transparente). O título ("andata" é "ida" em italiano) eu fiz também no PM6, tentando imitar aqueles painéis de aeroporto.



Lembram daquela página sobre Curling que postei faz alguns dias? Vocês podem ver mais pra baixo no blog. Pois então, terminei a outra página; se a primeira era uma explicação de como funciona o esporte, a segunda tem o ingresso, o placar dos jogos a que assisti, e outras informações relevantes, como o motivo daquela varreção toda. Vejam aí a segunda página, e como ficaram as duas lado a lado:





Para completar, um layout sem foto. Não porque eu quisesse inovar no estilo: foi porque o laboratório que revelou uns filmes meus deixou queimar. E na internet eu não consegui achar sequer uma foto decente daquela competição... então vocês terão que se contentar com o ingresso, a classificação final, uma explicação de como é a competição e a tag olímpica com as minhas recordações.



Acho que blog agora só semana que vem - amanhã começa a pintura do quarto onde fica o micro, que terá de ser removido daqui, é claro. Deve ficar tudo pronto na sexta, mas aí eu vou pra Blumenau.

Mais um crop curitibano...

... e agora com o relatório feito menos de uma semana depois do evento!

Voltamos ao prédio antigo da Flávia (mas do qual ela ainda é síndica) para o terceiro crop de Curitiba, sábado passado. Enquanto os coxas comemoravam o campeonato da segunda divisão, nós metemos a mão na tinta (menos eu, que me sujei pouquíssimo apesar das oito demãos de tinta acrílica:



Como vocês podem ver, o lance foi fazer caixas. Antes de pintar, tivemos que lixar; e depois de pintar, tivemos que colar. Pela primeira vez usei carimbeira para manchar as margens de pedaços de papel, e também estreei nas Prima Flowers. Confesso que o resultado ficou bastante bonito!



Como vocês podem imaginar, a caixa não ficou sequer 24 horas em Curitiba, foi pra Blumenau com a nova dona (aliás, hoje é nosso mesniversário. Parabéns, querida!). Eu, burro, passei cola só nas bordas do papel grande da tampa, e depois a parte do meio acabou subindo um pouco; bom, posso dizer que deu um efeito 3D.



Mas a Cristina, que pretende usar a caixa como porta-jóias, logo percebeu que não tinha jóia nenhuma lá dentro (quer dizer, em termos: a pintura do interior ficou jóia!). Ela também não se animou muito com minha idéia de encher a caixa de Sonho de Valsa Trufa.



Em dezembro estaremos em recesso, mas em janeiro os crops voltam!

21 de novembro de 2007

Medalha, medalha, medalha!

Como vocês sabem, estou fazendo um álbum olímpico. E pretendo também começar, logo, o álbum pan-americano. Pois bem, olimpíada e Pan lembram o que? Medalha, claro! Então álbum de scrap também tem que ter medalha.

As primeiras que ficaram prontas foram as do Pan. Um punhado delas. Até porque não eram tão complicadas assim de fazer. Primeiro, peguei a foto de uma medalha de verdade na net, passei pro PageMaker para marcar o contorno delas, tanto da parte de metal quanto da parte de acrílico. Depois foi só copiar os contornos do acrílico e imprimir na transparência. Depois, peguei o contorno da parte de metal, puxei o logo do Pan em preto-e-branco, e imprimi várias cópias em cardstock amarelo ouro, cinza e marrom. Por último, foi colar o cardstock em cima da transparência. Veja as medalhas de verdade e as medalhas que eu fiz:





As de Turim eram muuuuito mais complicadas... nos Jogos Olímpicos de Verão, as medalhas seguem um design tradicionalíssimo, que não pode ser mudado. Já nos Jogos Olímpicos de Inverno, os designers podem viajar à vontade. Já houve medalhas quadradas, medalhas com moldura de pedra, medalha em formato meio hexagonal, medalha em cristal... e os italianos me saíram com isso aqui:



A medalha é bonita, criativa, eu gosto. Mas convenhamos, esse buraco no meio mata o scrapper. Em vez de um furador redondo, são dois! E, das medidas disponíveis, quais permitiam uma coisa proporcional? Depois de muita conta, concluí que o lado de fora tinha que ser 1 1/4 de polegada, e o lado de dentro 1/2 polegada. O furador maior até foi fácil de achar, mas o menorzinho... só semana passada que achei, na Chris & Cris.

Com os furadores em mãos, passei pro trabalho em PageMaker. Primeiro, fazer um levantamento de quais medalhas eu precisaria (quais esportes, e quais provas, já que cada medalha é individualizada). Peguei os pictogramas dos esportes, passei pro negativo (o original é imagem branca em fundo azul, tive que fazer desenho preto em fundo branco), e enfim desenhar as medalhas. Como no álbum só dá pra ver um lado, resolvi tomar umas licenças poéticas: coloquei na frente da medalha o pictograma do esporte, o nome da prova e o logotipo de Torino 2006. Depois foi imprimir em cardstock e sair furando. Por fim, descobrir como passar a fita de modo a ficar parecido com a medalha de verdade. O resultado final:



Tenho que dizer que, apesar do esforço tremendo, fiquei muito satisfeito com todas as medalhas, tanto do Pan quanto dos Jogos Olímpicos. Em breve vocês verão páginas já com as medalhas!

20 de novembro de 2007

O segundo crop de Curitiba

Mais uma vez com atraso, conto do segundo crop de Curitiba, que rolou já faz várias semanas - tanto que no próximo sábado teremos o terceiro crop!

Dessa vez fizemos o encontro no salão de festas do meu prédio, que é gigantesco, sobrou muito espaço! Bom porque pudemos usar várias mesas, numa ficaram nossos álbuns para os outros conferirem, em outra fizemos os projetos, em outra ainda ficou o lanche da Solange, como sempre muuuuito bom!



O projetinho foi outro mini-álbum muito bonito. Dessa vez fui o último a terminar, provavelmente por causa do meu perfeccionismo na hora de lixar as bordas. Tem um look bem mais, hm, "antigo" (não me vem palavra melhor no momento) do que o outro, do primeiro crop.





Basicamente é isso aí - neste sábado agora, todo mundo no prédio da Flávia Geórgia!

9 de novembro de 2007

Presentinho para uma amiga

Faz já vários meses, a minha colega Cecília viu algumas páginas do álbum da Cristina e achou muito bacana. Desde então eu me propus a fazer pra ela uma página sobre sua viagem de férias pela Europa, tínhamos combinado que ela ia escolher umas fotos da Itália, escrever um texto, e passar tudo pra mim que eu cuidaria do resto. Bom, ela nunca fez isso.

Mas, outro dia, me veio uma luz. Lembram daquele mini-álbum sanfonado que a Solange ensinou a fazer no primeiro crop de Curitiba? Bom, perguntei pra Cecília quantos países ela tinha visitado - oito, o mesmo número de envelopinhos do projeto.

Então botei mão à obra. Para a capa e a sanfona usei a segunda folha do Travel East da Paper Pizzazz (comprei duas por precaução, já que no álbum olímpico eu só uso uma), e para os envelopinhos comprei duas folhas da série Getaways, da Sticko, aquelas que têm os iconezinhos de viagem.

O resultado vocês vêem agora:




Vocês perceberam que não tem nada passando entre os furos. É que eu ainda não tinha comprado as argolas metálicas quando tirei as fotos. Resolvi usar argolas por causa de um detalhezinho que fiz em cardstock marrom, uma mini-etiqueta tipo aquelas de bagagem, com o nome da Cecília. As argolas achei na Altero, mas preferiria que elas fossem mais finas, embora com o mesmo diâmetro.

Ah, sim: a Cecília curtiu bastante o álbum. E já estou preparando outro desses, dessa vez sobre a Oktoberfest 2007. A dificuldade, até agora, tem sido achar um papel que seja ideal para os envelopinhos, pois para a capa e a sanfoninha eu já tenho.

28 de outubro de 2007

Mais um off-scrap: Tropa de Elite

Copio aqui o que escrevi no fórum do SBB sobre o filme:

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Então, fui ver Tropa de Elite com a Cristina no cinema. O filme é absolutamente genial.

Mas, curiosamente (quer dizer, não tão curiosamente assim, depois explico o motivo), boa parte do debate sobre o filme está centrado numa coisa que eu considero secundária: o comportamento do capitão Nascimento, as torturas e tal. Eu não acho que a alma do filme esteja aí.

Na verdade, o principal recado do filme está em duas cenas emblemáticas. A primeira é aquela em que o capitão Nascimento esfrega a cara do "estudante" no corpo do traficante que o Bope acabou de matar, perguntando "você sabe quem matou esse sujeito?". A outra cena é aquela em que o tenente Matos interrompe a passeata em homenagem à ONGueira executada pelo Baiano. Porque o principal do filme é justamente isso: a classe média/média-alta/alta consumidora de drogas é que financia o tráfico. Ora raios, de onde vem a grana que o tráfico usa para comprar armamento que, em qualquer outro país, só é usado em guerra? Certamente não é do rendimento das ações da Vale que os traficantes compraram usando o FGTS. E também não é dos trocados que os meninos de rua pagam por uma pedra de crack; é da venda da droga que sacia o vício daqueles que podem pagar bem por ela.

E isso explica por que, como eu disse no começo, tem gente que prefere desviar o debate para as torturas praticadas pelo capitão Nascimento - para não ter de admitir qual é o maior aviso que Tropa de Elite passa. As pessoas que não gostaram do filme e o criticaram publicamente podem ter vários motivos para isso, mas aposto minha Crop-a-Dile que muitos dos que malham o filme agora fazem isso porque a carapuça serviu. Não gostaram de ser desmascarados como financiadores do tráfico.

Pois bem, daí deriva uma segunda discussão, que o filme não aborda. E se legalizar a venda e o consumo de drogas, a violência ligada ao tráfico não acabaria?

Aí é que está: então teria que se legalizar tudo, porque se certas drogas (vamos supor, as mais fortes) continuassem ilegais, o tráfico continuaria existindo. Se, por exemplo, fosse permitido comprar só uma certa quantidade (como já vi sugerido em comunidades de Orkut), o tráfico continuaria existindo para suprir a necessidade/vontade do viciado que desejasse mais que a quantidade máxima permitida para venda legalizada. Então a legalização teria de ser ampla, geral e irrestrita.

Depois, que a legalização e qualquer política de redução de danos, como distribuir seringa para viciados não se contaminarem com o HIV, esconde uma grande perversidade que vou explicar mais adiante.

Todos concordamos que a droga acaba com quem a usa. Pois bem, aí vem o cara da redução de danos e diz "ah, vamos distribuir seringas, aí o viciado pode se entupir de cocaína, mas pelo menos não pega Aids", ou "ah, vamos legalizar, porque aí o povo vai se entupir de droga, mas pelo menos não vamos ter mais bala perdida em confronto de polícia e traficante". Claro que não dizem com essas palavras, mas na prática é isso aí.

O que o cara da redução de danos faz é dividir o mundo em dois tipos de pessoa: o que é gente boa e não merece pagar pelas burradas dos outros (por exemplo, o cara honesto que não merece levar uma bala perdida num tiroteio, ou a namorada do viciado em droga injetável que não merece pegar Aids do namorado que compartilhou seringa); e o que pode se degradar à vontade, desde que não prejudique o pessoal do primeiro grupo. "O sujeito quer cheirar cocaína até sair pela orelha? Problema dele; importa é que não passe doença pra ninguém". Só que, para quem acredita na dignidade de todo ser humano, é inaceitável dividir o mundo assim.

Além do mais, eu particularmente tenho para mim que uma das funções da lei é proteger o cidadão - inclusive protegê-lo de si próprio. Muita gente pede a legalização de certos comportamentos ou atitudes "porque todo mundo já faz mesmo", que continuar proibindo isso ou aquilo é hipocrisia, utopia, sei lá eu. Mas se legalizarmos o consumo de drogas, que Estado é esse que permite que a pessoa acabe consigo mesma?

E, à medida que se vai permitindo isso ou aquilo, começa uma espiral de degradação da sociedade. Hoje você permite o comportamento x; em 2017, vão começar a pressionar pela legalização do comportamento y, que em 2007 é considerado uma aberração; em 2027 vão querer permitir o comportamento z, que em 2017 era visto como absurdo; e por aí vai, até regredirmos à barbárie completa.

Basta ver, por exemplo, o que o Estado alemão fez na década de 30: era permitido discriminar judeus (e fazer horrores com eles); ou o Estado norte-americano e sul-africano até poucas décadas atrás: era permitido discriminar negros. Quanto uma lei determina o que é proibido ou permitido, é como se o Estado traçasse uma linha dizendo "passou daqui, é ruim para você, ou ruim para a sociedade". Nesses países em que se afrouxou a linha, sempre foi para o lado mais permissivo: era permitido matar, era permitido discriminar. E agora, querem justamente que o Brasil faça a mesma coisa: mude a linha para o lado da permissividade. É coisa de quem não pensa nas conseqüências.

Desculpem o post longo, mas meu objetivo é fazer pensar mesmo.

25 de outubro de 2007

Alguns vídeos do Celebrate Humanity

No post anterior, falei de alguns comerciais do Comitê Olímpico Internacional. Bom, fui procurar no YouTube alguns deles. Infelizmente, da campanha da olimpíada de inverno de 2006 só achei dois:

um do Hermann Maier (um esquiador austríaco, Turim pode ter sido sua última vez em Jogos Olímpicos, pelo menos ele levou uma medalha), mas narrado em inglês:



E o Gigante, um dos meus preferidos, com a narração em italiano:



Finalmente, um usuário brasileiro do YouTube pegou seis dos vídeos, juntou e legendou. Só o Sorriso acho que aproveitaram na campanha de 2006. O texto do Gigante é igual ao da versão de inverno, mas as imagens são diferentes:



Fico devendo pra vocês, no entanto, as versões de inverno do Adversário. E também havia outros filminhos, inclusive um sobre o time jamaicano de bobsled, que eu não achei em lugar nenhum.

24 de outubro de 2007

Duas páginas olímpicas

Recentemente comecei a trabalhar na primeira parte do projeto olímpico, as páginas sobre os Jogos Olímpicos em si, os esportes a que assisti, essas coisas. Pois bem, já temos coisas prontas!

Três páginas serão sobre o espírito olímpico, os símbolos dos Jogos (tenho muitas fotos da pira, por exemplo), talvez os mascotes... a primeira delas está pronta. É bem simplezinha, mas ela é importante por causa do texto.

O Comitê Olímpico Internacional tem uma série de comerciais para televisão chamados Celebrate Humanity. Os de Turim tinham versão em italiano e inglês. São muito bonitos, pena que o site oficial dos Jogos de Turim tirou tudo do ar. O texto que vai na página é um dos meus preferidos. Vejam só:



O texto diz:
Você é meu adversário, mas não meu inimigo.
É a sua resistência a me dar força, a sua vontade me dá coragem. O seu espírito me enobrece.
E, mesmo que me objetivo seja vencê-lo, se eu alcançá-lo, não o humilharei. Pelo contrário, lhe prestarei homenagens, porque se você não existisse, também não existiria o meu mérito.


Mas agora vamos para a competição!

O curling é um dos esportes mais curiosos dos Jogos Olímpicos de Inverno. Para muitos, um dos mais chatos também. Mas eu penso bem o contrário disso. Uma partida de curling é emocionante, cheia de estratégia, mas também exige precisão e pode ter jogadas espetaculares. Vou dedicar ao curling duas páginas, mas por enquanto só a primeira está pronta. É nela que eu explico como é uma partida, como se contam os pontos, e tal.



Ficou parecendo um infográfico de jornal, modéstia à parte. O desenho com a pista de curling e os jogadores eu peguei na internet e imprimi em papel branco. Ao redor dele eu distribuí as outras imagens. A outra pista, com os círculos direitinho, fiz eu mesmo no PageMaker. Depois foi só fazer as "pedras" com cardstock e colar com fita banana.

Reparem nas tags, elas são padrão para toda essa parte do álbum olímpico, sempre com os anéis, e pregadas com ilhós de floco de neve.

O título foi feito na fonte Krystal, que peguei no DaFont. Na verdade, o cardstock é da cor do floco de neve, verde claro. Imprimi por cima dele em verde escuro e cortei as letras com tesoura depois. Gostei do efeito.

Existe uma segunda página sobre curling, mas ainda não está pronta.

Atualização dos links

Bom, depois de muitos e muitos meses acrescentei mais scrappers à lista de links aí do lado. Se você não está aí, ou se o seu link tem algum erro, deixe comentário reclamando que consertarei rapidinho.

Também acrescentei uma pequena seção de links que não têm relação com scrap, mas que eu estou sempre lendo porque acho interessantes.

16 de outubro de 2007

Voltei, mas não vou entregar todo o prometido

Então, a Oktober foi muito boa (ainda não baixei as fotos), o curso do Todos Pela Educação também foi ótimo. E estou de volta a casa depois de dois vôos absolutamente sem transtornos, pousando em e decolando de Congonhas.

Prometi quatro páginas olímpicas. Só vou poder entregar uma - é que as outras três ainda precisam ser fotografadas, e à noite isso é difícil, nunca consegui fotografar decentemente uma página de scrap com flash.

Então, segue a página do Agostino:



Se vocês lembram das outras páginas de fundo vermelho do álbum olímpico, sabem que essa parte é sobre os amigos que fiz lá. Até agora, vocês só tinham visto páginas vermelhas com temas gerais, mas o planejamento também inclui páginas sobre pessoas em específico, e a primeira delas é a do Agostino, ou "Nonno Ago", como a gente o chamava - por isso o chipboard em negativo nas três primeiras letras.

Falando em chipboard, esse foi o primeiro título que fiz usando chipboard pintado. Quem me deu as dicas foi a Renata Moni, que tem vários títulos de páginas que são um show, colocando efeito nas letras e tudo (eu preferi uma abordagem mais simples, até porque era a primeira vez).

Vocês também devem ter percebido que todos os detalhes da página (ilhoses, título, o outro chipboard, texto, a moldura da foto principal) são em azul. Uma coisa que eu adoro fazer em scrap é jogar com significados - de formas e cores. No caso, a combinação do azul dos detalhes com o vermelho que predomina no fundo forma as cores do Cagliari, o time de futebol preferido do Agostino.

E por hoje é só - quem sabe ainda essa semana tem mais!

11 de outubro de 2007

Vou, mas volto

Hoje me mando pra Blumenau, curtir a Oktoberfest com a Cristina. Volto para Curitiba no domingo à noite, mas segunda de madrugada já saio de novo, agora para São Paulo, fazer um curso sobre Jornalismo e Educação, que termina na terça.

Mas, nas cenas do próximo capítulo... se der tempo domingo à noite, ou no mais tardar terça à noite, quatro páginas do álbum olímpico pra vocês!

Enquanto isso, divirtam-se revendo velhos LOs do blog, visitando a minha galeria do SBB (lembrem-se, lá tem páginas do álbum da Cristina que não estão no blog), e deixando comentários!

10 de outubro de 2007

"Quando as coisas não funcionarem direito, leia o manual"

Vocês conhecem a lei de Murphy, certo? Uma vez eu li na escola de inglês do meu pai uma série de frases relacionadas, conseqüências dessa lei (tipo "amigos vêm e vão; inimigos se acumulam"), e o título desse post no blog era uma delas.

Pois é - não li o manual da Crop-A-Dile antes de usar e perdi uma meia dúzia de ilhoses (inclusive uns de floco de neve) por não ter visto que o alicate estava configurado para prender ilhós de 3/16, e não 1/8 de polegada - coisa que só descobri lendo o manual, obviamente.

Ainda bem que as páginas não sofreram dano.

7 de outubro de 2007

Um crop em setembro e um brinquedinho

(aviso: post longo, muitas fotos)

Dou um tempo nas páginas da Cristina para contar do crop ocorrido há mais de um mês (que vergonha esse atraso!) no prédio da Flávia Geórgia. Uma tarde divertidíssima em que a Solange, além de providenciar um bolo de comer ajoelhado, ainda nos ensinou a fazer o seguinte mini-álbum:





Como vocês podem ver, ainda não usei o meu (a foto é de hoje)... aliás, por minha causa a Solange teve de escolher papéis mais, digamos, "neutros" para o blog. Para as meninas, a desculpa virou fazer um álbum para dar de presente a maridos, namorados e outros espécimes do sexo masculino. No meu caso, ficou sendo um álbum para eu dar de presente a mim mesmo. É simpático e simples: você cola a foto do lado de fora dos envelopinhos, e coloca o journaling dentro dos envelopinhos.

O laço de fita ainda está esperando uma versão definitiva da Cristina.

Como eu disse, a ocasião foi divertidíssima. Vejam algumas fotos:













O segundo crop já está marcado para o fim desse mês.

Uma coisa interessante do crop é que nele eu conheci uma coisa muito interessante, um alicate gigante chamado Crop-A-Dile, que entre outras coisas prende ilhós na página de um jeito muito mais prático que a ferramenta tradicional. Achei muito bom, vocês já sabem que os ilhoses não gostam muito de mim.

Pois bem, outro dia estava no Ebay olhando papel e achei Crop-A-Dile com preço bom. Dei lance, e ganhei. Obviamente que comprei a de cabo verde-limão, porque rosa também não dá. Chegou quinta-feira passada!





(não, não resolvi colocar brincos de ilhós. Isso é apenas uma brincadeira. Não tente fazer isso a sério)

Mas, voltando às páginas, espero avançar no álbum olímpico essa semana. Esperem e confiem.

27 de setembro de 2007

Mesniversário

Bom, gente, hoje a Cristina e eu fazemos 1 ano e 4 meses, então vou deixar dois layouts duplos do nosso álbum para vocês em homenagem à data.

O primeiro deles é praticamente o início do álbum - são as primeiras páginas que aparecem depois da apresentação, e faz muito sentido: as páginas se chamam Cristina antes do Marcio e Marcio antes da Cristina. Como vocês podem imaginar, são fotos nossas em várias situações antes de nos conhecermos.

Não tem nada de muito especial em termos de técnica - até porque essas foram algumas das minhas primeiras páginas de scrap. O que tem de mais trabalhoso aí são os nossos nomes, cortados com estilete no cardstock (imprimi espelhado no verso para poder cortar). A fonte do nome da Cristina é a Ballpark, e a do meu nome é a Rabbit Ears, ambas retiradas do DaFont. Aí foi só escrever uma pequena biografia de ambos direto no papel. O da Cristina saiu meio tortinho, e isso inclusive motivou um tópico meu no ScrapbookBrasil sobre errinhos que tornam as páginas mais, digamos, "humanas".

Então, confiram aí:







Agora, um outro LO duplo que, embora também esteja bem no começo do álbum, e esteja também entre as minhas primeiras páginas, é mais elaborado. Fala do nosso primeiro fim de semana juntos. O título, que coloquei bem no meio pra dar uma variada, é daquela música da Ana Carolina e do Seu Jorge, que por sua vez é versão de uma outra. A Cristina adora a música, eu também gosto, e esse verso tem tudo a ver com o que foi esse fim de semana. Esse título foi também impresso espelhado no verso do cardstock e cortado com estilete, para admiração de quem viu o trabalho pessoalmente (sim, é cansativo pacas, mas o resultado compensa).

Como vocês podem ver, tem as "memorabilia": a minha passagem Curitiba-Blumenau, e os ingressos do cinema, que a Cristina guardou e me deu vários meses depois (sei lá o que ela estava achando que eu podia fazer com os ingressos...). Também tem fotos recortadas, e adesivos Jolee's de comida. E depoimentos de Orkut, impressos em papel branco 120g, e umas carimbadas...

Outra coisa interesante é o papel. Essas folhas, que também têm tudo a ver com o tema, foram sugestão da Pollyana, uma vendedora que não trabalha mais na Scraperia, mas que acompanhou por muito tempo a construção do álbum. Pena que ela não pôde vê-lo completo, pois perdemos contato quando ela saiu da loja.

E um detalhe que eu particularmente adoro: a prancheta (Rob and Bob Studio).

Confiram, então:







Semana que vem tem mais!

12 de setembro de 2007

Boas festas

Nesse dia negro para o Brasil, em que 46 senadores me deixaram com vergonha de ser brasileiro, continuo acertando minhas pendências com as amigas leitoras e colocando páginas do álbum da Cristina.

Por isso o título do post. Ainda não é fim de ano, obviamente, mas quero mostrar as vocês as páginas que fiz sobre as festas de 2006.

Natal: se por um lado resolvi dar um tempo ao journaling em papel vegetal e aos títulos em transparência, todos pregados com ilhós, por outro lado tive uma grande aventura com essa árvore e essas lampadinhas, tudo Jolee's.



O problema com as lampadinhas foi deixar a linha esticada, o que, como se pode ver, eu não consegui. Primeiro tinha que colar a linha em uma das bailarinas e esperar secar; depois, ir pregando as outras bailarinas com o cuidado de passar a linha no meio das perninhas antes de fixar. Por fim, quando chegava de volta à bailarina inicial, mais um pingo de cola, esperar secar, e aí fincar tudo de vez na página, e torcer pra não soltar (até hoje não soltou).

O caso da árvore foi um pouco mais complicado, pois envolveu fazer esse triângulo de papel (e ele não é uma peça maciça porque o papel usado era composto por várias tirinhas com desenhos natalinos), medir muuuuuuito essas duas fotos para colar direito, e ainda colocar a árvore de Natal por cima com cuidado para não deixar espaço entre árvore e fotos, mas também pra não deixar a árvore cobrir partes importantes das fotos. E, para completar, mais bailarina e lampadinhas.

Ano novo: depois da trabalheira que foi o Natal, admito: planejei algo mais simples pro Ano Novo. Quando vi esse papel preto (esqueci o fabricante) pensei "mas que coisa, papel de reveillon preto?", e logo depois "hmmm, interessante!", e comprei esse de fundo, mais um outro que também vinha com tirinhas - foi assim que fiz as molduras das fotos e a parte onde colei o Feliz 2007 com letras de EVA daquela linha Thickers, da American Crafts (mão na roda, essas letras de EVA... tenho uns quatro ou cinco alfabetos desses em casa). Segue então para vocês verem:



Amanhã tem mais!

Aviso

Agora que estou comecei a pôr no blog as páginas do álbum da Cristina, lembro às poucas leitoras que também estou atualizando minha galeria no ScrapbookBrasil, e pretendo mandar páginas diferentes lá e aqui, para não ficar repetitivo. Então, se você tem conta no fórum, pode ver mais álbum da Cristina lá. Se você ainda não faz parte, é só se cadastrar. O endereço da minha galeria está aí na coluna da direita.

11 de setembro de 2007

Finalmente - tenho a internet de volta em casa!

Depois de muitas idas e vindas, telefonemas, um técnico de suporte da VRS que achava que podia resolver tudo por telefone (e ainda escreveu, no recado em que pedia a um outro técnico para vir aqui no apartamento verificar, que achava que a visita não adiantaria nada), descobrimos: a placa de rede onboard está com algum problema que a faz desconectar e conectar rapidamente, o que já era suficiente para derrubar a net.

Então comprei uma nova placa de rede, aproveitei para passar de 256Mb para 1Gb de RAM - mas a impressão é de que o micro continua com a mesma velocidade - e estou de volta! Assim, cumpro a promessa e mostro a vocês...

O álbum da Cristina!

Começo com algumas páginas que estão mais pro fim do álbum, sobre nossas férias no Rio de Janeiro. Em comum, todas elas têm

  • o papel Rio de Janeiro da Repeteco, definitivamente o mais bonito da linha Cidades
  • títulos tirados de obras do Vinicius de Moraes, meu poeta preferido, impressos em transparência
  • journaling em papel vegetal pregado com ilhós, para meu desespero (vocês já sabem que minha relação com ilhoses não é das melhores).

    Agora, vamos às páginas

    A primeira é uma homenagem ao Rio em geral, alguns lugares bacanas que visitamos, como a Ilha Fiscal (foto grande recortada), o Mosteiro de São Bento, o Espaço Cultural da Marinha e o Teatro Municipal:



    Na segunda página, mostro os dois clássicos do Rio: o Corcovado e o Pão de Açúcar, que não deixamos de visitar, claro! Aproveito para incluir uma foto de um forte em Niterói, que dá pra ver do Pão de Açúcar, mas visitamos depois:



    A terceira página é uma homenagem aos nossos amigos cariocas e fluminenses (o Marcelo é de Niterói), que nos hospedaram ou que encontramos (alguns pela primeira vez) durante nossa viagem:



    E, encerrando o passeio pela Cidade Maravilhosa, um bate-perna por Ipanema, onde almoçamos no Garota de Ipanema (na época em que o Vinicius e o Tom freqüentavam, o local se chamava Veloso) e fomos servidos pelo mesmo garçom que atendia o poetinha!



    Por enquanto é isso. Estou contente por ter a net de volta em casa, e vou colocando as coisas em dia aos poucos.